Ontem deveria ter havido um debate presidencial na Globo. Não rolou.
Não faltou energia. Ninguém entrou em greve. Também não foi por falta de candidato.
Foi por motivo de canetada suprema. Duas, aliás.
Desde 2002 (há 24 anos, portanto), a Globo nunca tinha deixado de realizar o debate da véspera do primeiro turno. É o encontro mais assistido e o mais temido pelos candidatos. Convenhamos: é também o único que a dona Jupira vê de verdade, porque ela trabalha o dia inteiro e não assiste a podcasts, essa coisa de “xóvens”. A última eleição presidencial sem nenhum debate foi a de 1998. O então presidente Fernando Henrique se recusou a ir, e a regra da época obrigava a convidar todos os candidatos, o que tornava a coisa impraticável. Ou seja, naquela ocasião o debate não aconteceu porque um candidato não quis e a lei atrapalhou.
Já em 2026, o debate não aconteceu porque juízes não deixaram.
O que aconteceu ontem, portanto, foi coisa muito diferente e muito mais grave. Vamos entender a sequência dos fatos: